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Mundo da Zootecnia

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Perigos da Cisticercose





Os índices de cisticercoses no rebanho bovino brasileiro são elevados. Em certas regiões, é considerado o principal achado post mortem nos abates de matadouros, cujos índices vão de 2 a 4%; e dependendo da região e condições de engorda podem chegar a 10%. É um sério problema sócio-econômico e principalmente de saúde pública.


O termo cisticercose é empregado para designar, indistintamente, o estado patológico resultante do parasitismo de hospedeiros vertebrados, pela forma larvar da Taenia solium (contaminante do suíno) ou da Taenia saginata (contaminante do bovino), e caracterizado por uma lesão vesicular, denominada cisticerco. Ainda que nos animais tais vesículas não acarretem, aparentemente, maiores transtornos ao organismo, nos seres humanos a forma larvar da Taenia solium pode assumir uma gravidade extrema na dependência da localização (encéfalo, fígado, rim, coração, olho, etc...), do número e so tamanho, bem como da fase de desenvolvimento dos cistos. Todos os bovinos são suceptíveis, porém os confinados, devido a proximadade com o ser humano e a grande concentração de animais, são propensos a apresentar a enfermidade. Os suínos criados de forma precária e sem controle sanitário, estão entre os de maior índice de contaminação.





O parasito adulto é conhecido popularmente como "SOLITÁRIA" pelo fato de geralmente existir apenas um exemplar na luz intestinal do homem (hospedeiro definitivo), As Tenias são vermes grandes em forma de fita, podem medir de 2 a 10 metros de comprimento, são divididasem segmentos independentes chamados de "proglotides", que contém a larva infectante chamada de "oncosfera". Quando o homem deposita suas fezes (contendo proglotides) no meio ambiente, estes se rompem, liberando os ovos e contaminando as pastagens e água, permanecendo viável por vários meses. Os ovos, ao serem ingeridos pelos bovinos (hospedeiro intermediário), no aparelho digestivo, liberam as larvas que penetram na parede intestinal e passam para a corrente sanguínea, sendo distribuídas por diferentes tecidos, principalmente o muscular.



Quando o homem ingere a carne contaminada (contendo cisticerco, conhecido popularmente como carne com canjiquinha) crua ou mal cozida, poderá dar origem ao crescimento de nova larva e completar o ciclo do parasito.




No ser humano a sintomatologia decorrente do parasitismo é pouco característico, podendo ocorrer: dor abdominal, náuseas, debilidade, perda de peso, aumento de apetite, prurido anal e diarréia. Considerando que estes vermes não soltam ovos na fezes, o diagnóstico é pela observação das proglotes nas fezes, podendo até, dependendo da infestação, sair pelo orifício anal, sendo encontrado na roupa íntima.


No frigorífico, durante a inspeção post-mortem, as carcaças com a presença da larva e distribuição são classificadas em: vivas ou calcificadas e localizadas ou generalizadas, sendo aproveitadas parcialmente, encaminhadas para tratamento pelo frio, aproveitamento pela salga, salsicharia, fabricação de banha ou à total rejeição.


Como controle da cisticercose temos:

- Saneamento básico (destino correto dos dejetos humanos) nas residências e dependências das edificações rurais de trabalho (currais, leiterias, galpões, plantações, etc...).


- Educação sanitária de trabalhadores rurais, conscientização das normas básicas de higiene.

- Inspeção de abatedouros e combate ao abate clandestino, evitando o consumo de carne contaminada.

- Exame e identificação de hospedeiros definitivos (homem) para tratamento.

- Tratamento de animais com produtos tenicidas, respeitando o período de carência para cada produto.

Fonte: Lara, N. C. Perigos da cisticercose. Revista do Sindicato Rural de Itapetininga, Outubro, 2010.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Confinar reduz emissão de gases


Custo elevado dificulta ao pecuarista obter aprovação das Reduções Certificadas de Emissão (RCEs)

Natália Regina Cesaretto 09/2009

O volume de gases de efeito estufa emitido por animais em confinamento é menor do que a campo



O confinamento de gado bovino de corte na fase de terminação (período próximo ao abate) pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GE) em 17%, como mostra um estudo apresentado recentemente na Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. Entretanto, apesar das vantagens ambientais do confinamento, a pesquisa indicou que é difícil ao produtor obter retorno econômico a partir da redução dessas emissões.
Os dados estão na dissertação de mestrado do economista Matheus Henrique Scaglia Pacheco de Almeida. O pesquisador avaliou, sob ponto de vista econômico, o confinamento de animais em fase de terminação em cinco propriedades no Centro-Oeste brasileiro. A pesquisa mostrou que as emissões de GEE passaram de 41 quilos (Kg) de gás carbônico (CO²) equivalente por quilo de carne produzida (Kg de CO² eq. / Kg carne) para 33 Kg de CO² eq./Kg carne. "Ficou claro também a redução promovida pela melhora no manejo do rebanho", aponta.
O economista explica os motivos de os benefícios econômicos não serem tidos como certos. "Entre outros fatores, o produtor dificilmente recebe todo o valor de mercado das emissões evitadas a partir da intensificação das atividades, uma vez que o processo de aprovação das chamadas Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) é custoso", declara. "Portanto, a intensificação da propriedade, por meio do confinamento dos animais em fase de terminação, mostrou-se economicamente inviável para a maioria das propriedades, quando comparadas ao sistema extensivo. Outro ponto que contribui para isso é o condicionamento do produtor à variação constante dos custos de mercado como, por exempo, o preço da matéria prima da ração animal", esclarece o pesquisador.
De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2006), o rebanho brasileiro soma cerca de 169,9 milhões de cabeças, espalhadas em mais de 170 milhões de hectares com pastagens.
No Brasil, a pecuária bovina se caracteriza pelo sistema extensivo de produção, o que intensifica impactos ambientais como a destruição de biomas como o cerrado e a Amazônia, a degradação do solo e a emissão GEE.
Os gases emitidos por essa atividade são principalmente o metano (CH4), gerado pela fermentação entérica e pelas fezes do animal, e o óxido nitroso (N²O), proveniente das fezes. Em solo brasileiro, esta atividade é a segunda principal emissora de GEE, perdendo apenas para o desmatamento.
O estudo de Almeida apresentou também as mudanças nas emissões de GEE - desde a produção do alimento até o animal estar pronto para o abate - decorrente do confinamento, de acordo com a metodologia do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).
Especialistas apontam que uma das formas de mitigar os impactos ambientais da pecuária bovina é a intensificação da produção por meio da melhora da qualidade do alimento fornecido aos animais. No caso particular das emissões de GEE isto ocorre porque melhora o processo ruminal e diminui o tempo de vida do animal.
"No entanto, para produtores do setor, o fato de modificar o sistema, ou seja, promover a intensificação da produção bovina em benefício ambiental não necessariamente significará uma vantagem econômica", afirma o economista.
A pesquisa de Almeida foi apresentada no último dia 7 de maio ao programa de Pós-graduação em Economia Aplicada da Esalq sob orientação do professor Joaquim Bento de Souza Ferreira Filho, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES).

Artigo publicado no Diário da Região (Agro Diário) no dia 10 de outubro de 2010.



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Divulgação de site

Olá pessoal, estou participando de um curso do SENAC chamado Agente Sócio-Ambiental, neste curso desenvolvemos um site chamado Agente Sustentável, o qual encontra-se no link : www.agentesustentavel.br.gd . Quem procura informações de utilidade pública como, por exemplo, locais de coleta de óleo usado, telefones úteis, informações relacionadas ao meio ambiente e a sociedade, pode entrar e conferir!!! Boa leitura!!!